Mounira Al Solh em Serralves: rasgar pijamas e bordar para aguentar os traumas da guerra

A exposição Y’a Hamam Yalla Ma Tnam, Ma Tnam, até 31 de Agosto no Museu de Serralves, apresenta a prática multidisciplinar da artista nascida durante a Guerra Civil do Líbano.

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Mounira Al Solh ao lado da pintura, à direita, Al Hanin (Nostalgia), em que retrata uma mulher a dançar em cima de uma carrinha Volkswagen num cenário de guerra Manuel Roberto
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Mounira Al Solh cresceu com a guerra à porta de casa e dentro da cabeça. Foi uma infância a tentar fintar “um constante sentimento de perda”. Medo de perder “os pais, os amigos, os vizinhos, a família alargada”; medo de adormecer; medo de ser apanhada “por um sniper ou uma bomba”; medo de ser morta quando ia dar um mergulho ao mar ou enquanto estava num piquenique com a família, porque viver com a guerra dentro da cabeça é também “mentires a ti própria várias vezes e tentares provar que há uma certa normalidade”.

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