Saiba mais: veja como funcionam os fundos de investimento
O fundo de investimento � uma esp�cie de "condom�nio" de investidores gerido por uma institui��o financeira, que busca a maior rentabilidade poss�vel para os recursos aplicados e cobra uma taxa de administra��o pelo servi�o.
Nos investimentos em fundos, tamb�m h� incid�ncia de Imposto de Renda, e podem existir outros custos, como taxa de performance (valor cobrado pelo administrador sobre a parcela da rentabilidade acima do �ndice estabelecido como refer�ncia).
Veja taxas e impostos envolvidos em cada aplica��o
As taxas cobradas em cada fundo variam de um produto para outro dentro de uma mesma institui��o e tamb�m de uma institui��o para outra, conforme os valores investidos, os prazos e o perfil dos produtos, e devem sempre ser avaliadas e negociadas pelo investidor a fim de que ele obtenha o maior ganho final poss�vel.
Um fundo pode colocar os recursos dos investidores em diversos tipos de aplica��o: a��es, em CDBs, em t�tulos do governo, em aplica��es complexas e sofisticadas.
H� milhares de fundos no Brasil e cada um tem uma pol�tica pr�pria de investimento, a que o aplicador deve ter acesso antes de optar por determinado produto. Todos eles foram divididos em categorias e tipos, conforme as caracter�sticas principais.
A divis�o em categorias –sete no total–, foi feita pela CVM (Comiss�o de Valores Mobili�rios), que � o �rg�o do governo que regulamenta o mercado de capitais.
Al�m disso, a Anbima subdividiu os fundos em tipos, que levam em conta n�o s� a sua pol�tica de investimento, mas tamb�m os fatores de risco. Esse detalhamento ajuda o investidor a comparar os produtos.
AS CATEGORIAS
A seguir, em linhas gerais, esclarecimentos sobre as sete grandes categorias de fundos.
CURTO PRAZO
Fundos de curto prazo Investem seus recursos exclusivamente em t�tulos p�blicos federais ou privados (de empresas) de baixo risco de cr�dito.
Esses t�tulos podem ser de renda fixa, p�s ou prefixados e, geralmente, sua rentabilidade est� atrelada � taxa de juro usada nas opera��es entre os bancos (conhecida como taxa do CDI).
Investem em pap�is com prazo m�ximo a decorrer de 375 dias e o prazo m�dio da carteira � de, no m�ximo, 60 dias.
Por essas caracter�sticas, s�o considerados os mais conservadores, indicados para investidores com o objetivo de investimento de curt�ssimo prazo, pois suas cotas s�o menos sens�veis �s oscila��es das taxas de juros.
REFERENCIADO
Os fundos referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar.
Para tal, investem no m�nimo 80% em t�tulos p�blicos federais ou em t�tulos de renda fixa privados (de empresas) classificados na categoria "baixo risco de cr�dito".
Al�m disso, no m�nimo 95% de sua carteira � composta por ativos que acompanhem a varia��o do seu indicador de desempenho, o chamado "benchmark". Usam instrumentos de derivativos (contratos que derivam de outros ativos e t�m vencimento futuro) com o objetivo de prote��o (chamada de "hedge").
Os fundos referenciados mais conhecidos s�o os DI. S�o fundos que buscam acompanhar a varia��o di�ria das taxas de juros (Selic/CDI) e se beneficiam de um cen�rio de alta de juros.
RENDA FIXA
Aplicam pelo menos 80% dos recursos em t�tulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente estabelecida) ou p�s-fixados (que acompanham a varia��o da taxa de juro ou um �ndice de pre�o). Al�m disso, usam instrumentos de derivativos (contratos que derivam de outros ativos e t�m vencimento futuro) com o objetivo de prote��o (chamada de "hedge").
Os fundos de renda fixa, ao contr�rio do que ocorre com os fundos referenciados DI, beneficiam-se de um cen�rio de redu��o das taxas de juros.
MULTIMERCADOS
Os fundos multimercados mesclam investimentos em diversos ativos, como c�mbio, a��es, derivativos (contratos que derivam de outros ativos e t�m vencimento futuro) e renda fixa. Por isso, esses fundos envolvem diferentes fatores de risco, que precisam ser avaliados antes de o aplicador decidir por esse tipo investimento. S�o fundos com alta flexibilidade de gest�o, por isso dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos, na sele��o dos ativos da carteira e no percentual do patrim�nio que ser� investido em cada um dos mercados.
A��ES
Os fundos de a��es investem no m�nimo 67% de seu patrim�nio em a��es negociadas na Bolsa. Dessa forma, est�o sujeitos �s oscila��es de pre�os das a��es que comp�em sua carteira. Alguns fundos dessa categoria t�m como objetivo acompanhar a varia��o de um �ndice do mercado acion�rio, como o Ibovespa (principal �ndice da BM&FBovespa, a Bolsa brasileira) ou o IBX (�ndice Brasil, que re�ne as 100 a��es mais negociadas na Bolsa do pa�s –veja IBOVESPA e IBX em gloss�rio neste site). Os fundos de a��es s�o mais indicados a quem tem objetivos de investimento de longo prazo, pois haver� tempo para que eventuais perdas com as oscila��es dos pre�os das a��es da Bolsa sejam recompostas.
CAMBIAL
Os fundos cambiais devem manter pelo menos 80% do patrim�nio investido em ativos que sejam relacionados, diretamente ou indiretamente (via derivativos), � varia��o de pre�os de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juro (o chamado de cupom cambial). Nesta categoria, os fundos mais conhecidos s�o os chamados fundos cambiais d�lar, que t�m o objetivo de seguir a varia��o da cota��o da moeda americana. Mas vale destacar que esses fundos n�o refletem exatamente a cota��o do d�lar, pois, esses investimentos (como todos os fundos) envolvem custos, como taxa de administra��o e Imposto de Renda.
D�VIDA EXTERNA
Fundos dessa modalidade aplicam no m�nimo 80% do patrim�nio em t�tulos brasileiros negociados no mercado internacional. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros t�tulos de cr�dito transacionados no exterior. Para o investidor no Brasil, esse fundo � a �nica forma de aplicar nos pap�is emitidos pelo governo brasileiro negociados no exterior.
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Atualizado em 03/04/2025 | Fonte: CMA | ||
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