Aliados de ex-governador criticam m�todos de ju�za de Mato Grosso
Alan Marques - 9.dez.08/Folhapress | ||
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Ex-governador de Mato Grosso, Silval Cunha Barbosa (PMDB), durante reuni�o |
Preso preventivamente desde setembro de 2015, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) poderia, desde abril de 2016, responder em liberdade �s investiga��es da Opera��o Sodoma. Naquele m�s, ele obteve habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal).
Os ministros Marco Aur�lio Mello, Edson Fachin e Luiz Fux entenderam que n�o havia provas de que Barbosa poderia prejudicar a investiga��o. E que a indica��o de interfer�ncia dele em CPI, "desde que dentro dos leg�timos contornos da arena pol�tica, n�o configura ato indicativo de risco � aplica��o da lei penal".
Por�m, a Justi�a decretou outros pedidos de pris�o em novas fases da opera��o. O quinto e �ltimo, de 14 de fevereiro, aponta desvio de R$ 300 milh�es em contratos fraudulentos com uma empresa que abastecia os ve�culos do Estado e com outra que realizava obras em estradas.
Aliados de Barbosa veem persegui��o pol�tica da ju�za Selma Arruda –a �ltima opera��o foi deflagrada no mesmo dia em que outro habeas corpus seria julgado no Superior Tribunal de Justi�a.
A magistrada, por�m, argumenta que toma suas decis�es apenas ap�s receber as den�ncias do Minist�rio P�blico. E que s�o os ind�cios que mant�m Barbosa preso.
"Algumas pessoas t�m apenas uma acusa��o. O Silval tem cinco", diz a ju�za.
O ex-governador est� preso no Centro de Cust�dia da Capital. L� est�o outros presos da Sodoma, como ex-secret�rios de seu governo. Em dias de visita, camionetes e carros sedan enfileiram-se diante do port�o, em uma estrada de terra.
O ex-governador era vice de Blairo Maggi (PR), atual ministro da Agricultura, que renunciou em 2010 para disputar o Senado. Barbosa terminou o mandato e venceu a elei��o daquele ano, o que o manteve no cargo at� 2014.
O peemedebista recebe visitas de seu filho e da mulher, que j� foram presos em fases anteriores da Sodoma, mas respondem em liberdade.
Com menos frequ�ncia, aliados pol�ticos tamb�m dizem visitar o ex-governador –um deles relata ter estado h� dois meses na penitenci�ria. Afirma que o PMDB n�o tem o costume de abandonar um companheiro da estrada.
SUSPEITA TUCANA
Eles reclamam que a ju�za n�o age com o mesmo rigor em den�ncias envolvendo o atual governo, de Pedro Taques (PSDB).
O empres�rio Alan Malouf, que tamb�m trabalhou para Barbosa, afirmou ao Minist�rio P�blico que ajudou a levantar fundos para o caixa dois da campanha de Taques, em 2014.
E que participou de um esquema de fraudes em licita��es em obras de escolas na Secretaria de Educa��o, j� na administra��o tucana.
Taques chama as afirma��es de Malouf de "levianas e absurdas" e diz que as movimenta��es financeiras de sua campanha eleitoral foram regulares.
O empres�rio teve a pris�o decretada por Selma, e o pedido de habeas corpus, acatado por outra ju�za, plantonista. Em 17 de fevereiro, o Minist�rio P�blico o denunciou novamente –a magistrada ainda se debru�a sobre esses documentos.
"Estou com recurso do MP para an�lise. Prefiro n�o me manifestar em rela��o ao m�rito da decis�o da outra magistrada. Est� aqui e eu sinceramente n�o estou com pressa, porque h� ind�cios fortes de que este cidad�o pode ser mais �til dessa forma do que preso", argumenta Arruda.
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