Oktoberfest quer vetar funk, pagode e sertanejo para reforçar raízes alemãs
Versão catarinense de festival bávaro está prevista para acontecer entre 8 e 26 de outubro
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A organização da Oktoberfest, tradicional festa anual que acontece na cidade catarinense de Blumenau, anunciou que irá adotar medidas para restringir determinados gêneros musicais nas áreas externas de circulação do público. A partir da próxima edição, estilos como samba, pagode, forró, sertanejo e funk não serão permitidos na programação oficial. As áreas internas já tinham essa proibição nos anos anteriores.
A ideia, segundo os organizadores, é reforçar a identidade cultural do evento, criado em Munique.
"A Oktoberfest Blumenau consolidou-se como evento de experiência e imersão cultural alemã, com o cancioneiro germânico como ponto focal", disse nas redes sociais Guilherme Guenther, diretor-geral do Parque Vila Germânica, onde acontece o festival catarinense. "Já era assim nos palcos principais, agora também será na área externa."
Ainda segundo ele, a ideia é garantir uma experiência que seria mais autêntica aos visitantes.
Em casos de descumprimento, medidas como a remoção de sistemas de som ou, em situações extremas, o corte de energia poderão ser aplicadas. Essas restrições se aplicam apenas aos espaços oficiais da Oktoberfest. Áreas independentes, como o Camarote Spaten -a cervejaria oficial do evento- mantêm programações próprias e não precisam cumprir essas orientações.
A próxima edição está prevista para acontecer entre 8 e 26 de outubro.
Inspirada na tradicional Oktoberfest de Munique, na Alemanha -que teve sua primeira edição em 1810-, a festa tornou-se um dos maiores símbolos da cultura bávara, reunindo música, danças, trajes típicos e cerveja. No Brasil, a Oktoberfest chegou a Blumenau em 1984. Desde então, tornou-se a maior celebração de cultura alemã das Américas e a segunda maior Oktoberfest do mundo, atrás apenas da original.
Em 2024, a versão brasileira recebeu quase 580 mil pessoas ao longo dos 19 dias de evento.
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