Ministros da área econômica e do núcleo político do governo Lula analisam que, como praticamente nenhum outro país que mantém relações comerciais com os EUA escapou do tarifaço de Donald Trump, o Brasil acabou se dando relativamente bem.
A tarifa imposta ao país foi de 10% sobre os produtos exportados ao EUA, um percentual bem menor do que, por exemplo, os 34% impostos à China ou os 17% impostos ao aliado Israel.
Como todos foram atingidos, quem levou uma pancada mais leve acabou ficando bem em comparação com outras nações, afirmou um ministro à coluna.
Um outro auxiliar de Lula observa que, como os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil, nada do país deveria ter sido sobretaxado por Trump. Apesar de injusta, no entanto, a medida foi mais suave do que a imaginada inicialmente.
Um outro fato festejado foi o de que Trump colocou a mesma tarifa para quase todos os países da América do Sul. Isso evita que os produtos brasileiros entrem no mercado norte-americano em desvantagem em relação às nações vizinhas.
Com exceção da Venezuela, taxada em 15%, e da Guiana, com tarifas de 38%, todos os outros foram taxados nos mesmos 10%. Até mesmo a Argentina, cujo presidente, Javier Milei, não mede esforços para demonstrar alinhamento com Trump, foi tratado da mesma maneira.
A sensação, portanto, foi de alívio pois o governo chegou a acreditar que Trump imporia taxas de até 20% ao Brasil.
O governo, no entanto, pretende adotar a política de reciprocidade, colocando taxas sobre produtos norte-americanos vendidos no Brasil.
De acordo com um ministro, não é possível simplesmente não responder à medida de Trump.
A aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais mostraria a determinação de diversos setores em apoiar medidas de reciprocidade.
Entre as hipóteses estudadas para taxação estão as de direitos autorais, audiovisual e tecnologia.
NARRATIVAS
O diretor Amir Labaki, fundador do É Tudo Verdade, recebeu convidados na abertura do festival realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, na noite de quarta-feira (2). A atriz Mel Lisboa e os cineastas Oswaldo Santana, Ivi Roberg e Juliano Salgado, Luiz Bolognesi e Juliano Salgado compareceram. Os atores Leopoldo Pacheco e Vinícius de Oliveira estiveram lá.
com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH
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