Mônica Bergamo

Mônica Bergamo é jornalista e colunista

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Governo Lula diz que Brasil ficou bem no tarifaço de Trump, mas tem que reagir

O fato de tratamento dado ao Brasil ter sido igual ao da Argentina e de outros países da América do Sul foi festejado

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Ministros da área econômica e do núcleo político do governo Lula analisam que, como praticamente nenhum outro país que mantém relações comerciais com os EUA escapou do tarifaço de Donald Trump, o Brasil acabou se dando relativamente bem.

A tarifa imposta ao país foi de 10% sobre os produtos exportados ao EUA, um percentual bem menor do que, por exemplo, os 34% impostos à China ou os 17% impostos ao aliado Israel.

Um homem de terno escuro está em pé, com a cabeça baixa e a mão no queixo, em um momento de reflexão. Ao lado dele, há uma bandeira do Brasil, com as cores verde, amarelo e azul, e o lema 'Ordem e Progresso'. O fundo é de madeira clara.
O presidente Lula (PT) durante viagem ao Japão; crise de popularidade continua e governo tenta contraofensiva - Kazuhiro Nogi - 27.mar.25/AFP

Como todos foram atingidos, quem levou uma pancada mais leve acabou ficando bem em comparação com outras nações, afirmou um ministro à coluna.

Um outro auxiliar de Lula observa que, como os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil, nada do país deveria ter sido sobretaxado por Trump. Apesar de injusta, no entanto, a medida foi mais suave do que a imaginada inicialmente.

Um outro fato festejado foi o de que Trump colocou a mesma tarifa para quase todos os países da América do Sul. Isso evita que os produtos brasileiros entrem no mercado norte-americano em desvantagem em relação às nações vizinhas.

Com exceção da Venezuela, taxada em 15%, e da Guiana, com tarifas de 38%, todos os outros foram taxados nos mesmos 10%. Até mesmo a Argentina, cujo presidente, Javier Milei, não mede esforços para demonstrar alinhamento com Trump, foi tratado da mesma maneira.

A sensação, portanto, foi de alívio pois o governo chegou a acreditar que Trump imporia taxas de até 20% ao Brasil.

O governo, no entanto, pretende adotar a política de reciprocidade, colocando taxas sobre produtos norte-americanos vendidos no Brasil.

De acordo com um ministro, não é possível simplesmente não responder à medida de Trump.

A aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais mostraria a determinação de diversos setores em apoiar medidas de reciprocidade.

Entre as hipóteses estudadas para taxação estão as de direitos autorais, audiovisual e tecnologia.

NARRATIVAS

O diretor Amir Labaki, fundador do É Tudo Verdade, recebeu convidados na abertura do festival realizada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, na noite de quarta-feira (2). A atriz Mel Lisboa e os cineastas Oswaldo Santana, Ivi Roberg e Juliano Salgado, Luiz Bolognesi e Juliano Salgado compareceram. Os atores Leopoldo Pacheco e Vinícius de Oliveira estiveram lá.

com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH

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